A Beleza
Linda é a bela moça que deixou cair seu cachecol na noite de sete de setembro, a mesma moça que abraçou uma jovem desconhecida e a deu o seu único cachecol. O frio parecia infindável e congelante, as folhas já não eram folhas, e as pessoas já não pareciam mais pessoas. O vento,fervoroso, esse, batia forte feito tapa de pai furioso. O corpo, ao exposto, tremia no lodo que nascia de um esgoto próximo de um outro. A brisa fria e congelante, lembrava poesias deslumbrantes, em que cada verso não tinha mínimo afeto. A jovem que recebera o agasalho, acreditava no traço de uma pessoa que viesse de forma amável. O frio parecia diminuir a cada minuto que passava, pois claro, o dia clareava. A jovem sentia que queria uma pessoa vivida, mas com menos malícias e mais alegrias. A bela moça, a do agasalho, voltara com um médico e um sujeito que parecia trabalhar em orfanato. E então, a jovem de modo surpresa via beleza, e de seus olhos não mais escorriam tristezas.
Gustavo Farias...
Belo fragmento de uma história do "sem fim". Escrever é preciso. Dizer, muito mais.
ResponderExcluirObrigado meu amigo. Espero que continue me acompanhando, forte abraço!
ResponderExcluir"Esse batia forte como tapa de pai furioso"
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"Esse batia forte como tapa de pai furioso"
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